Trombose: 5 dicas para reduzir o risco de formação de coágulos

 


Cirurgião vascular explica como reduzir fatores de risco e quais sinais exigem atendimento médico

A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e pode dificultar ou interromper a circulação, divida-se em trombose arterial que acontece nas artérias e trombose venosa que ocorre nas veias sendo formais mais comum Em  relação a trombose venosa alguns fatores de risco não possam ser modificados, determinadas situações do cotidiano podem favorecer a formação de coágulos, como períodos prolongados de imobilidade, cirurgias, gestação e uso contraceptivos com estrogênio

O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, busca ampliar o conhecimento sobre os fatores de risco, os sinais e sintomas e a importância da prevenção. Em 2026, a campanha da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) chama atenção especialmente para o risco de coágulos ao longo das diferentes fases da vida das mulheres. 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, conhecer os fatores de risco ajuda a identificar situações que merecem maior atenção. “A trombose venosa  não está relacionada apenas à idade. Existem diferentes situações que podem aumentar o risco de formação de coágulos, como ficar muito tempo sem se movimentar, passar por uma cirurgia ou utilizar determinados hormônios. Conhecer esses fatores e reconhecer os primeiros sinais é uma forma de procurar atendimento no momento adequado”, explica.

1. Evite permanecer muitas horas sem se movimentar

Longos períodos de imobilidade podem favorecer a formação de coágulos, principalmente nas pernas. Isso pode acontecer durante viagens prolongadas, mas também em outras situações em que a pessoa permanece sentada ou acamada por muitas horas.

2. Mantenha uma rotina de atividade física

A prática regular de exercícios contribui para a saúde cardiovascular e ajuda a evitar o sedentarismo. A atividade deve ser adequada às condições de cada pessoa.

3. Conheça seus fatores de risco

Histórico anterior de trombose, histórico familiar de trombose ,, trombofilias , obesidade , traumas, câncer , cirurgias e períodos de imobilização gravidez, pós parto,  podem aumentar o risco. Informar essas condições ao médico é importante para definir os cuidados necessários.

4. Converse com um médico sobre o uso de hormônios

Alguns medicamentos hormonais podem aumentar o risco de eventos trombóticos. Isso não significa que toda pessoa que utiliza hormônios desenvolverá trombose, mas a escolha do tratamento deve considerar o histórico e os fatores de risco individuais.

5. Não ignore sintomas inesperados

Na trombose venosa profunda, os sinais podem incluir inchaço agudo dor intensa no membro, aunento consistência muscular , dor a palpação muscular , dor palpação no trajeto das veias aumento da temperatura e alteração da coloração da pele, geralmente em uma das pernas. Já a embolia pulmonar pode causar falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos ou desmaio e exige atendimento médico imediato.

“Um inchaço ou uma dor que aparecem de forma inesperada em uma das pernas não devem ser automaticamente atribuídos ao cansaço. Principalmente quando existe algum fator de risco, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa”, orienta Dr. Herik Oliveira.

A prevenção da trombose depende das características de cada pessoa. Por isso, pessoas que já tiveram um episódio, passaram por cirurgia, grávidas, pós parto pessoas em tratamento de câncer  viagem prolongada ,ou ficarão imobilizadas por um período prolongado devem conversar com um profissional de saúde sobre os cuidados necessários.

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