Orientações destacam benefícios do leite materno e a importância do suporte durante o período de amamentação
A Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse, unidade do governo de Goiás alerta para a importância do aleitamento materno e para a necessidade de fortalecer estratégias de proteção, promoção e apoio à amamentação. Além de ser fundamental para a saúde e o desenvolvimento do bebê, o aleitamento envolve aspectos emocionais e sociais que tornam a participação da família e da rede de apoio essencial durante esse período.
O leite materno é considerado uma fonte completa de nutrientes para o bebê. Segundo a nutricionista da unidade, Hanna Liah, ele contribui para a proteção contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. “O aleitamento também está associado à redução do risco de hipertensão, colesterol elevado, diabetes e obesidade, além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo da criança”.
A nutricionista explica também que, além dos benefícios para a saúde, o leite materno também apresenta vantagens ambientais e sociais. “O leite materno é uma fonte sustentável de alimento, pois não depende de processos de produção, armazenamento e transporte que demandam água, energia e combustível. Além disso, o aleitamento pode contribuir para a redução de gastos relacionados ao tratamento de doenças na infância e em outras fases da vida”, destaca.
Cuidado emocional
Para a psicóloga Andrielle Bonfim, é importante compreender que amamentar vai muito além do aspecto biológico. “A amamentação pode ser um período de fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê e de construção da confiança da mulher em seu papel materno. Por isso, é fundamental que a mãe se sinta acolhida e tenha uma rede de apoio que respeite suas necessidades e ofereça segurança durante esse processo”, afirma.
Embora apresente inúmeros benefícios, a amamentação também pode ser acompanhada por dificuldades. “Isso pode gerar frustação, dor durante as mamadas, ingurgitamento mamário, problemas na pega do bebê e dúvidas relacionadas à produção de leite. Essas situações despertam sentimentos como tristeza, culpa e insegurança, tornando o apoio familiar e a orientação profissional ainda mais importante”, reforça a profissional da Policlínica.
Andrielle aponta que a saúde emocional da mulher também merece atenção. “Durante a amamentação, a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina está relacionada a sensações de prazer, relaxamento e bem-estar. Esse processo pode contribuir para a redução do estresse e da ansiedade, favorecendo o fortalecimento do vínculo com o bebê”, finaliza a psicóloga.


