Dr. Cândido Teles fala sobre trajetória, regularização fundiária e propostas para o Distrito Federal no Isso é Agro Podcast

Em entrevista a Thulio Morais, Cândido Teles relembrou a chegada a Brasília, a passagem pela Embrapa, Novacap, Secretaria de Agricultura e ETR e apresentou suas posições sobre área rural, feiras, construção civil e atuação parlamentar



O Isso é Agro Podcast, apresentado por Thulio Morais, recebeu Cândido Teles para uma conversa sobre sua trajetória pessoal e profissional, atuação no setor público e as propostas que afirma defender em sua candidatura a deputado distrital.

Logo no início da entrevista, Teles agradeceu o convite e destacou sua relação com a temática rural. “É um prazer estar aqui com todos vocês e dizer que é uma alegria também participar desse projeto tão importante, Isso é Agro. Estou aqui à disposição. Pode perguntar o que quiser.”

A conversa passou pela infância, pela chegada a Brasília e pelas dificuldades enfrentadas pela família. Segundo Teles, ele chegou à capital ainda em 1960 e viveu inicialmente em condições simples. “Eu tenho uma família muito simples. Cheguei aqui em Brasília em 1960. Morei num barraquinho de madeira na Vila Planalto, com muita dificuldade. Depois mudei para o Setor Sul do Gama, que chamava Vila São João. Fiquei lá até o final da década de 60.”

Ele também relatou que se casou ainda jovem, retornou posteriormente para Brasília e conciliou trabalho e estudos. “Conheci minha esposa, que veio do Mato Grosso estudar aqui na casa de uma tia. Comecei a namorar, ela ficou grávida, tinha 14 anos e eu 17. Meu pai mandou casar com ela no Mato Grosso. Ficamos lá até 1973. Quando voltei para Brasília, entrei para trabalhar na Embrapa e comecei a fazer o curso de Direito na UDF.”

“Foi uma situação muito difícil na época, mas foi muito compensador. Estou casado há 56 anos, tenho três filhos e sete netos. Não me arrependo de ter casado novo. Não me atrapalhou estudar, não me atrapalhou trabalhar. Graças a Deus, a gente conseguiu avançar na vida com muito trabalho e muito esforço.”


Caminhadas para estudar e a relação com a fé
Ao recordar os estudos na juventude, Teles contou que precisava percorrer longas distâncias para frequentar a escola. “Onde eu morava não tinha mais para eu estudar. Eu tinha que me deslocar do Setor Sul para o Setor Norte. Naquela época não tinha energia, não tinha asfalto, eram barracos de madeira de um lado e do outro, escuridão e poeira. Eu saía por volta de cinco horas da tarde de casa para chegar às 7h40 na escola.”

Segundo ele, antes das aulas costumava passar pela igreja. “Antes eu passava na igreja, pedia a proteção de São José, em seguida ia para a escola. Saía às 10h45 e enfrentava a escuridão até chegar em casa.”

Teles também recordou uma música que dizia cantar durante o caminho de volta por causa do medo da escuridão: “Eu era muito medroso, tinha medo de alma. Não tinha colegas para ir comigo. Então eu passava para pedir a proteção de Deus e, na volta, vinha cantando porque tinha medo: ‘Eu vou embora, vou embora nessa escuridão. Quem anda com Deus não tem medo de assombração e eu ando com Jesus Cristo no meu coração’.”

Mais de 30 anos de Embrapa
Ao falar da vida profissional, Teles destacou sua entrada na Embrapa. Segundo ele, a oportunidade surgiu quando estava desempregado e morava no Guará. “Eu cheguei aqui em Brasília, estava desempregado, morava num barraco de fundo no Guará. Vi no Correio Braziliense que estavam contratando pessoas. Fiz o teste, me convidaram para trabalhar.”

“Consegui entrar com um salário melhor e fiquei na Embrapa por mais de 30 anos. A Embrapa foi tudo na minha vida, me ajudou muito.”

Teles afirmou ainda que conheceu Ibaneis Rocha durante sua atuação na área jurídica da empresa. “Eu conheci o Dr. Ibaneis justamente na assessoria jurídica. Eu era diretor jurídico da Embrapa e ele pediu um estágio. Era um menino muito esforçado, começou ali a trabalhar com a gente e começou a advogar muito cedo.”

Experiência em Mato Grosso e regularização de terras
Depois de se aposentar, em 2006, Teles contou que retornou a Mato Grosso, trabalhou com rádio e advocacia e, posteriormente, exerceu mandato parlamentar no estado. “Me aposentei em 2006, voltei para Mato Grosso. Fui mexer com emissora de rádio também e advogar. Depois tive uma votação boa, consegui ser deputado e, lá na frente, o governador me convidou para ser presidente do Intermat, Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso.”

Foi nessa função, segundo ele, que a regularização fundiária passou a ocupar lugar central em sua atuação pública. “Eu me apaixonei por regularizar terra. É um sentimento muito grande ver a gratidão daquelas pessoas, a alegria da pessoa receber o documento da sua terra. Fiquei muito impressionado com isso.”


Retorno ao Distrito Federal
Teles afirmou que retornou ao governo do Distrito Federal em 2019 e passou pela Novacap e pela Secretaria de Agricultura. “O Ibaneis ganhou a eleição aqui em Brasília em 2018 e eu vim trabalhar com ele aqui em 2019, primeiro na Novacap, onde avançamos nas obras de infraestrutura, e depois na Secretaria de Agricultura.”

Ao tratar da regularização, ele atribuiu os resultados obtidos ao trabalho coletivo dos servidores. “Graças ao empenho de todos os servidores, ninguém faz nada sozinho. Era uma equipe de trabalho e uma metodologia que acelerou esse processo.”

“Hoje eu fico muito feliz de saber que em todas as regiões do Distrito Federal nós entregamos concessões de uso. A pessoa precisa ter a certeza de que aquilo é dela, registrado no nome dela.”

Regularização fundiária no DF
A regularização das áreas rurais ocupou parte significativa da entrevista. Para Teles, a definição jurídica das propriedades deve preceder outras etapas. “O mais importante é você regularizar sua terra, saber onde começa e onde termina. Se você tem uma área desapropriada e comum, precisa dissolver esse condomínio: minha terra começa aqui e termina ali.”

Ele afirmou que, durante sua gestão, foram feitas mudanças no fluxo interno dos processos. “Nós encurtamos o caminho. Antes se passava em 28 setores para sair uma concessão e, na nossa gestão, conseguimos reduzir isso para quatro setores. Obviamente, isso acelera bastante a regularização.”

Teles defendeu ainda uma postura administrativa voltada à resolução de pendências documentais. “Está faltando um documento? Vamos ajudar a tirar o documento. Vamos resolver. Foi com essa metodologia, com simplicidade e humildade, conversando e pegando na mão das pessoas, que tivemos sucesso na entrega em diversas áreas de Brasília.”

Entre os casos citados por ele está o Lago Oeste. “Uma que me chamou muita atenção é o Lago Oeste. Eram 540 famílias esperando há 40 anos. Conseguimos deixar aquela área como rural e agora as pessoas começaram a receber seus documentos, levando paz social e segurança jurídica ao campo.”


“Aproveito para agradecer a todos que trabalharam na empresa e que, de alguma forma, ajudaram. Ninguém faz nada sozinho.”

Desenvolvimento da área rural
Teles também apresentou sua avaliação sobre as necessidades estruturais do campo no Distrito Federal.

“A área rural do Distrito Federal foi esquecida por muitos anos. O produtor rural passou a acreditar que era possível a regularização. Quem espera 30, 40, 50 anos perde a esperança.”

Para ele, a regularização teria efeitos econômicos e ambientais. “O dono da terra cuida da terra. Ele sabe que, se acabar a água, vai ficar sem água; sabe que não pode pegar fogo, porque vai dar prejuízo para ele. Então ele cuida do que é dele.”

“A regularização ajuda também o Estado, que vai receber os tributos decorrentes dessa regularização. É assim que eu penso.”

Ele relacionou a questão fundiária a crédito, energia, estradas e serviços públicos. “A regularização traz desenvolvimento. Traz crédito para o produtor rural, porque ele passa a ter segurança naquele documento. Por trás disso vem energia, vem infraestrutura de governo e até asfalto em algumas áreas.”

Segundo Teles, porém, as demandas rurais não se limitam à documentação das terras. “A área rural precisa de colégio, precisa de posto de saúde para que as pessoas possam fazer seu tratamento perto, precisa de creche. O trabalhador rural também precisa de creche. A mulher rural tem filhos, precisa trabalhar e precisa deixar seus filhos.”

“Eu gostaria que eles tivessem oportunidade de se desenvolver no campo, porque não existe cidade sem campo.”

Ele prosseguiu: “A cidade processa alimentos, mas não produz alimento. Por isso a gente tem que fixar o homem no campo, prestigiar o homem no campo, dar condições e segurança para ele produzir, melhorar as estradas, ter saúde e lazer na área rural.”

“O cidadão que mora na área rural é um cidadão como qualquer outro e deve ser tratado com as mesmas condições das pessoas que moram na cidade. É assim que eu penso e por isso vou lutar.”
Regularização das feiras

Questionado sobre os feirantes, Teles defendeu mudanças na relação deles com os espaços ocupados. “Não é atividade do Estado ser dono de feira. O Estado se preocupa com coisas básicas muito importantes: segurança, saúde, educação, infraestrutura e social.”

“O feirante tem que ter a escritura do espaço dele registrada em cartório no nome dele, para que não fique fazendo cessão de direito para lá e para cá sem ser dono. Esse é o meu sonho.”

“Eu luto por isso porque acredito que isso transforma a vida. Ele vai ter segurança, vai saber que é dele.”

Sobre visitas às feiras, afirmou: “Todas as feiras por que passei, todo feirante com quem falei ficou feliz com essa proposta. Se, com a força do povo, eu for deputado, vou trabalhar pela regularização dessas feiras.”

Ele disse ainda que evita ações políticas nos dias de maior movimento comercial. “O dia em que o feirante mais consegue vender seus produtos é no final de semana, sábado e domingo. Chegar na feira num domingo para pedir voto pode atrapalhar ele a vender seus produtos.”

“Não vou no sábado e no domingo porque estaria incomodando. Eu preciso que ele ganhe dinheiro para sustentar a família dele e respeito isso.”

Construção civil
Ao abordar a construção civil, Teles afirmou ter recebido apoio de representantes sindicais e apresentou uma proposta relacionada à remuneração das categorias. “O auxiliar de servente, o servente, o pedreiro, o mestre de obra muitas vezes são invisíveis. Mas não existe casa sem servente, sem pedreiro e sem engenheiro.”

“Eles precisam ter, no mínimo, a segurança de um piso com que possam trabalhar e ganhar o necessário para manter sua família e viver decentemente.”

“Vou me esforçar para construir para eles um piso salarial mínimo da categoria. Ninguém faz obra sem carpinteiro, sem pedreiro, sem eletricista, sem armador. Todas essas pessoas merecem respeito da sociedade.”

Teles relacionou a pauta à própria origem familiar. “Eu venho de uma família pobre e não me envergonho disso. Pelo contrário. Não nego a minha história. Quem precisa do nosso trabalho são as pessoas que mais necessitam.”

Por que decidiu disputar uma vaga de deputado distrital
Questionado sobre a decisão de participar da eleição, Teles afirmou que inicialmente não planejava voltar a disputar um mandato. “Eu nunca imaginei. Já tive a oportunidade de ser deputado e não pensava mais nisso. Mas, diante de tantas pessoas que pediram e especialmente algumas que insistiram bastante para que eu colocasse meu nome à disposição, resolvi aceitar esse desafio.”

Ele disse que pretende colocar a regularização fundiária no centro de sua atuação. “Eu não arrumei direito para ninguém. Entreguei para quem tinha direito. Eu não fiz favor a ninguém, eu fiz justiça.”

“Resolvi colocar meu nome à disposição para que essas pessoas sejam lembradas. Elas existem e merecem paz, merecem segurança jurídica, merecem ser donas dos seus imóveis.”

“Entrei nesse desafio inclusive pela área urbana. Não é só a área rural que não tem documento. É vergonhoso dizer que tem pessoas que moram numa casa há 50 anos e não têm o documento da casa.”

Teles acrescentou: “Eu vou trabalhar para que essas pessoas tenham documentação da sua terra. É assim que eu gostaria de atender e ouvir essas pessoas.”

“Ninguém é feliz sozinho. A melhor coisa que existe é quando você fica feliz com a felicidade dos outros. Eu sou feliz com aquilo que entrego.”

“Entregar um contrato de concessão para uma pessoa de 96 anos, que espera há 50 anos, e essa pessoa chorar ao receber o documento: não tem felicidade maior do que fazer o outro feliz.”

Passagem pela Novacap
Ao relembrar sua atuação na Novacap, Teles destacou a organização administrativa e a elaboração de projetos. “Primeiro, estruturar a empresa. Estruturar toda a parte administrativa com uma metodologia de controle, porque é uma empresa grande.”

“A Novacap não tinha projetos, e todo mundo sabe que ninguém constrói sem projeto. Você pode ter dinheiro, mas, se não tiver um bom projeto, não consegue executar.”

Ele também citou intervenções de infraestrutura. “O viaduto da Galeria dos Estados estava quebrado. Graças à tecnologia e à competência dos engenheiros da Novacap, foi recuperada a galeria, o viaduto e grandes obras de infraestrutura começaram a sair do projeto para a execução.”

“A Novacap é uma espécie de prefeitura. Foi uma excelente experiência.”

Secretaria de Agricultura e planejamento rural
Sobre sua passagem pela Secretaria de Agricultura, Teles lembrou ações realizadas durante a pandemia e destacou o planejamento de longo prazo. “Na época da pandemia foi muito difícil, mas mesmo assim conseguimos entregar quatro ou cinco assentamentos rurais.”

“Uma coisa que considero muito importante para todo o Distrito Federal, principalmente para a área rural, é o Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável para 20 anos.”

Segundo ele, o planejamento foi desenvolvido com participação de diferentes instituições. “Nós pensamos a área rural para 20 anos. Esse projeto de longo prazo, em oito eixos, não foi feito pelo secretário nem somente pela secretaria. Foi feito por diversos órgãos de Brasília que têm afinidade com a agricultura.”

“Espero que ele saia do papel e continue avançando.”

ETR e regularização
Teles também falou sobre a Empresa de Regularização de Terras Rurais do Distrito Federal, a ETR. “Um dos eixos era a regularização fundiária e conseguimos criar essa empresa. Essas propostas não saíram da cabeça da gente; vieram da demanda do produtor rural.”

“Tenho orgulho de dizer que a ETR é uma empresa respeitada em Brasília e deu uma resposta muito rápida para o produtor rural.”

Na entrevista, ele citou a Lei distrital nº 7.560, de 2024, relacionada à política de regularização de terras públicas rurais. A existência e o objeto da norma constam no Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal. “O legislador tem que fazer leis que atendam à necessidade das pessoas. Havia pessoas que não poderiam ser regularizadas e ficaram sem uma solução. Depois de diversas visitas aos assentamentos, conseguimos achar uma alternativa, mas precisava mudar a lei.”

“Fizemos a Lei 7.560, de 2024, que permitiu fazer a regularização desses assentamentos.”

Papel de um deputado
Ao falar sobre o Legislativo, Teles apresentou sua interpretação das atribuições de um deputado. “Um deputado faz duas coisas: faz lei e fiscaliza.”

“O Poder Executivo executa, arrecada os tributos e faz a execução da educação, saúde, segurança e infraestrutura. O deputado não faz obra.”

“Deputado legisla e fiscaliza. Ele pode até destinar recursos, mas quem executa a obra é o Poder Executivo.”

“Se o cidadão não fez leis para alcançar o interesse da sociedade e não fiscalizou o Poder Executivo, ele não fez o papel que deveria fazer.”

Bate-bola
Na parte final da entrevista, Teles respondeu a uma sequência rápida de perguntas.

Sobre o campo: “Tudo. Não existe cidade sem campo.”

Sobre a família:  “É projeto de Deus.”

Sobre Brasília: “Cidade da esperança.”

Sobre o produtor rural: “Deve ser respeitado. É um cidadão que alimenta.”

Sobre regularização fundiária: “É primordial. Através dela vem tudo.”

Sobre burocracia: “Fuja disso. Seja simples, seja humilde, seja eficiente. Resolva.”

Sobre um momento marcante de sua trajetória: “Pessoas chorando recebendo a documentação da sua terra.”

Sobre quem o inspira: “Meu pai.” Memórias do pai e da chegada a Brasília, ao explicar por que considera o pai uma inspiração, Teles voltou à infância. “Meu pai veio primeiro. Ele trabalhava como guarda-noturno na Universidade de Brasília, no início da universidade. Nós viemos para cá naquele conhecido pau de arara, a família toda.”

Ele contou que a mãe se emocionou ao conhecer a casa de madeira onde viveriam. “Minha mãe começou a chorar. Meu pai falou: ‘Olha, eu não tenho nada para dar a você. Isso aqui é uma capital; quem é forte vai vencer’.”

Teles disse que aquela experiência o marcou ainda criança. “À noite fiquei pensando naquela situação. Fiz um compromisso com Deus para tirar meu pai dali. Eu disse: ‘Vou tirar meu pai desse barraco de madeira’.”

“No dia seguinte fui fazer minha matrícula na escola. A escola salvou; Deus salvou.”

Questionado sobre uma qualidade que considera indispensável para quem ocupa cargo público, respondeu: “Ser simples, humilde e eficiente.”

Sobre um problema que, em sua avaliação, precisa ser enfrentado no DF: “A desigualdade social é grande. Há desprezo pelos pequenos.”

E, sobre o futuro do agro no Distrito Federal: “Promissor.” “Não perca a esperança”

Na mensagem final, Teles voltou a defender a regularização fundiária. “Não perca a esperança. Mais difícil já esteve. Agora nós temos um caminho traçado da regularização. É uma necessidade da sociedade.”

Ele encerrou sua participação com uma reflexão de caráter religioso: “Eu preciso mais de Deus do que do ar. Do ar eu só preciso por um motivo: o ar nos meus pulmões me mantém vivo, mas é Deus que me deixa respirar.”

“Pode a mente tentar me corromper, pode o mundo fingir que eu não existo, mas eu sei que Deus me olha e tem me visto.”

“Eu encaro o impossível frente a frente, insistindo de novo e novamente até entenderem que eu não desisto. Eu não desisto de fazer gente feliz no campo e na cidade.”

Após o encerramento conduzido por Thulio Morais, Teles fez ainda uma manifestação eleitoral explícita, pedindo voto e apresentando sua candidatura. A declaração consta no fim da gravação.

A entrevista completa tem aproximadamente 30 minutos e aborda, além da trajetória pessoal do convidado, regularização fundiária, desenvolvimento rural, feiras, construção civil, atribuições do Legislativo e propostas apresentadas por Teles durante o programa.


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