Mais de 7 mil atendimentos foram realizados em pacientes fora do perfil de emergência da unidade
Com perfil de média complexidade, o Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), registrou, no primeiro trimestre de 2026, um total de 20.884 atendimentos em seu pronto-socorro. O número supera o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 19.619 atendimentos, um aumento de mais de mil pacientes. O dado comprova a importância do Hetrin para Trindade e para os mais de 50 municípios goianos atendidos pela unidade, reforçando seu papel estratégico na rede estadual de saúde.
Do total de atendimentos realizados em 2026, 7.655 foram de pacientes fora do perfil de emergência, ou seja, sem risco iminente de morte. Esses casos são classificados pelo Protocolo de Manchester com pulseiras verde ou azul e poderiam ser atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
A busca por atendimento em pronto-socorro para casos de menor gravidade pode impactar diretamente no tempo de espera, já que os atendimentos seguem critérios de prioridade clínica. Pacientes em estado mais grave têm prioridade, garantindo a assistência imediata a quem corre maior risco de vida. Isso significa que casos mais simples podem aguardar mais tempo, mesmo envolvendo crianças ou idosos, enquanto situações graves têm prioridade imediata.
Além do atendimento inicial, o pronto-socorro do Hetrin oferece suporte completo para casos de urgência, incluindo cirurgias nas especialidades de ortopedia, bucomaxilofacial e cirurgia geral. Em situações que demandam maior complexidade ou especialidades não disponíveis na unidade, o paciente é regulado para outros hospitais da rede estadual por meio da Central Estadual de Regulação.
Classificação de Risco
Ao chegar à unidade, todos os pacientes passam por classificação de risco, etapa fundamental para definir a prioridade de atendimento conforme a gravidade do quadro clínico. O sistema utilizado segue o Protocolo de Manchester, metodologia reconhecida internacionalmente, que organiza os atendimentos em cinco níveis de prioridade, do mais grave ao menos urgente. Dessa forma, pacientes com risco iminente de morte são atendidos com maior rapidez, independentemente de idade.
Para a diretora do Hetrin, Vânia Fernandes, mesmo diante do aumento na demanda e das reformas em andamento, a unidade mantém a qualidade da assistência prestada. “Registramos um aumento significativo nos atendimentos do pronto-socorro, com mais de 20 mil pessoas atendidas no primeiro trimestre deste ano, e seguimos operando plenamente para garantir atendimento com qualidade e precisão nos diagnósticos”, destaca.




