Mesmo após um 2024 de recuperação, indústria brasileira avança de forma moderada e busca soluções financeiras mais eficientes para sustentar investimentos em 2026
O crescimento da indústria brasileira em 2025 foi marcado por cautela. Segundo dados do IBGE, o setor encerrou o ano com alta de 0,6%, resultado significativamente mais modesto do que o desempenho de 2024, quando a indústria cresceu 3,1%, um dos melhores resultados dos últimos 15 anos. A desaceleração ficou mais evidente no fim do ano, com queda de 1,2% em dezembro, refletindo um ambiente de juros elevados, crédito restrito e volatilidade na produção.
Apesar do avanço em segmentos como farmoquímicos, farmacêuticos e alimentos, outras atividades relevantes, como produtos químicos e bens de capital, registraram recuos. O cenário reforça o desafio histórico do setor industrial brasileiro, que, mesmo com avanços pontuais, ainda opera abaixo do pico registrado em 2011 e segue em processo de recuperação incompleta no pós-pandemia.
Diante desse contexto, a gestão do capital e o acesso a soluções financeiras mais eficientes se tornam estratégicos para a sobrevivência e expansão das indústrias, especialmente em um ambiente onde o custo do crédito tradicional continua pressionando margens e decisões de investimento.
É nesse cenário que os Mini Bancos, solução oferecida pela Bankme, fintech especializada em infraestrutura financeira para médias empresas, ganham protagonismo. A tecnologia permite que indústrias criem suas próprias estruturas financeiras, oferecendo crédito, antecipação de recebíveis e soluções de pagamento de forma personalizada, com maior controle sobre fluxo de caixa e menor dependência do sistema bancário tradicional.
“Em um momento de crescimento industrial mais contido e juros ainda elevados, o desafio das indústrias não é apenas vender mais, mas financiar a operação de forma inteligente. Os Mini Bancos permitem que a empresa transforme sua própria operação financeira em uma alavanca de crescimento, reduzindo custos, ganhando previsibilidade e fortalecendo a relação com clientes e parceiros”, afirma Thiago Eik, fundador da Bankme.
No primeiro trimestre de 2026, a expectativa do setor é de uma recuperação gradual, ainda cercada por incertezas macroeconômicas. Para especialistas, empresas que avançarem na estruturação financeira, digitalização e diversificação das fontes de crédito estarão mais preparadas para atravessar o ciclo e capturar oportunidades quando o investimento voltar a ganhar tração.
“A indústria brasileira sempre foi resiliente. O que muda agora é a necessidade de adotar modelos mais sofisticados de gestão financeira. Quem consegue estruturar seu próprio ecossistema de crédito e pagamentos sai na frente, mesmo em um cenário adverso”, completa Eik.
Com a combinação de volatilidade econômica, juros elevados e recuperação desigual entre setores, soluções como os Mini Bancos tendem a ganhar espaço como ferramentas estratégicas para indústrias que buscam crescer de forma sustentável, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.
Sobre a Bankme
A Bankme é uma fintech que apoia médias empresas na superação dos desafios de crédito e gestão de caixa. Por meio da estruturação de Mini Bancos - viabilizados a partir da criação de securitizadoras, as empresas podem antecipar recebíveis, alongar prazos e rentabilizar capital ocioso com maior autonomia, utilizando recursos dos próprios sócios ou de investidores. Em poucos dias, essas organizações passam a operar com maior eficiência financeira, reduzindo custos e criando novas fontes de receita. Atualmente, a Bankme conta com mais de 200 Mini Bancos ativos e possui em seu quadro de investidores a DOMO VC, Apex Partners e Bamboo.
Com crescimento industrial modesto, Mini Bancos surgem como alternativa para indústrias sustentarem expansão em 2026
PorPaulo Melo
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