Seis cafés campeões do 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro começam a ser lançados por torrefações brasileiras e internacionais após inovação que valoriza a doçura natural como identidade sensorial
Criada e apresentada pela primeira vez no 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro, realizado em novembro do ano passado, a categoria Doce Cerrado Mineiro já começa a chegar ao consumidor. Os seis cafés campeões da nova categoria, dedicada à valorização da doçura natural, passam a ser lançados no mercado brasileiro e internacional por torrefações parceiras que adquiriram lotes exclusivos.
A categoria Doce Cerrado Mineiro foi criada para reconhecer
uma das principais identidades dos cafés da região: a doçura natural. Trata-se
do primeiro concurso nacional a valorizar de forma central uma característica
específica do café. Os lotes são provenientes da safra 2025/2026, processados
pelo método natural, o que contribui para a intensidade da doçura e para o
perfil típico do Cerrado Mineiro, com notas de chocolate, caramelo, amêndoas e
acidez cítrica, elementos que expressam a identidade da origem.
A iniciativa conecta diretamente produtores, cooperativas,
torrefações e consumidores finais, consolidando um modelo criado pela Região do
Cerrado Mineiro para ampliar o valor dos cafés desde a avaliação técnica até a
experiência na xícara.
Ao todo, seis marcas adquiriram lotes únicos, exclusivos no
Brasil e no mundo, provenientes dos cafés campeões da nova categoria. O
primeiro lançamento foi realizado pela torrefação Roast Cafés, de Belo
Horizonte, com o café da Coopadap, apresentado nas cidades de Belo Horizonte e
São Paulo. O segundo lançamento acaba de chegar ao mercado por meio da Lucca
Cafés Especiais, torrefação de Curitiba, com o café campeão da Carmocer.
Os próximos lançamentos já estão programados. O Moka Clube
prepara o lançamento do café da Carpec, previsto para maio. A Expocacer UK
levará ao mercado internacional o café campeão da Coocacer. Também estão
previstos o lançamento do café da parceria entre Expocacer e Dulcerrado e o
lote da MonteCCer, comercializado para a Casa do Brasil, no Texas, ampliando a
presença internacional da iniciativa.
“É um café em que conseguimos trabalhar a torra para
evidenciar os atributos de doçura com bastante complexidade, atendendo ao
público que busca os cafés do Cerrado e o Doce Cerrado. Conseguimos entregar
esse perfil de forma bem objetiva, tanto no espresso quanto no coado,
alcançando uma grande amplitude de consumidores. Em uma compra coletiva
recente, o café chegou a mais de mil pessoas em um curto intervalo de tempo,
alcançando consumidores em praticamente todos os estados do Brasil. Acredito
que a categoria Doce Cerrado foi um grande acerto da Federação, por valorizar
uma característica muito intrínseca à região do Cerrado Mineiro: a alta doçura
aliada à complexidade dos seus cafés”, destaca Igor Almeida, sócio da Roast
Cafés.
Segundo o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores
do Cerrado, Juliano Tarabal, o projeto representa uma nova etapa na estratégia
de valorização dos cafés de origem controlada.
“O Doce Cerrado é resultado de um sistema de inovação
construído pela Região do Cerrado Mineiro. Criamos uma conexão direta entre
avaliação sensorial, reconhecimento do produtor e acesso ao consumidor,
transformando cafés premiados em experiências exclusivas e fortalecendo o
posicionamento do café brasileiro no mercado global”, afirma.
Inovação e novo protocolo de avaliação
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro também foi o primeiro
do Brasil a utilizar o Coffee Value Assessment (CVA), novo protocolo de
avaliação criado pela Specialty Coffee Association (SCA). O método representa
um avanço na análise sensorial de cafés de origem controlada, oferecendo maior
precisão, consistência e transparência nas avaliações..
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