Dois anos de pandemia: taxa de positividade de testes de Covid-19 na Dasa foi de 31,25%, na média nacional

Para as praças de SP, RJ e DF, as médias foram 25,38%, 27,22% e 24,73%, respectivamente, em um total de mais 9 milhões de exames realizados ao longo dos dois anos


Fonte: Dasa Data & Analytics

Levantamento divulgado pela Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, revela que a porcentagem de testes positivos para Covid-19 realizados na rede nos dois anos de pandemia, em todo o país, atingiu média de 31,25% no período. Em 2020, a média de positividade nacional para a doença foi de 27,33%, e 32,46% no ano passado. No primeiro bimestre de 2022, a média de positividade alcançou 49,94%, índice justificado pela circulação da variante ômicron no país.

Índices de positividade para Covid-19 -Brasil (exames realizados pela rede de saúde integrada Dasa) (Fev/2020-Fev/2022).

Resultados positivos em 2020
Em 2020, primeiro ano da pandemia, a média de positividade para a doença no Brasil foi 27,33%. O pico de casos positivos identificados na rede aconteceu em dezembro, alcançando 34,01% dos testes realizados pela Dasa. Excluindo o primeiro trimestre de 2020 – início da pandemia - o mês com menor taxa de positividade no país foi setembro, com 23,57%.

Em São Paulo, a média de positividade em 2020 foi de 25,36%, com pico de 33,55% em abril, enquanto fevereiro foi o mês com menor taxa de positividade (17,50%) (excluindo janeiro, antes do início da pandemia).  No Rio de Janeiro e Distrito Federal, os índices foram igualmente altos, alcançando média de 27,06% e 23,52%, respectivamente.  Em outras regiões, a média dos índices foram de 19,56% (Paraná); 22,62% (Goiás); 27,43% (Pernambuco) e 20,67% (Bahia).

Segundo o virologista da Dasa, José Eduardo Levi, os picos identificados em 2020, 2021 e no começo deste ano são coerentes com a disseminação das variantes do SARS-CoV-2. "O pico de dezembro de 2020, que se manteve no início de 2021, foi consequência da variante gama, identificada no Brasil em novembro de 2020. A gama foi substituída pela variante delta no decorrer de 2021, mas felizmente não causou aumento no número de casos em nosso país, diferentemente de outras regiões do mundo. Por outro lado, com a chegada da ômicron no final do ano passado, vimos um crescimento intenso no número de casos, o maior pico de toda a pandemia até o momento", afirma Levi.

Resultados positivos em 2021
Em 2021, a média de positividade nacional para Covid-19, em testes realizados na rede, foi de 32,46%. O pico de testes que detectaram positivo para doença (37,35%) ocorreu em janeiro. O menor índice de positividade foi registrado em dezembro de 2021 (11,78%).

Por regiões, os índices foram: São Paulo (22,21%); Rio de Janeiro (25,42%) e Distrito Federal (20,95%). Os picos de positividade foram atingidos em janeiro de 2021, no Rio de Janeiro (30,64%) e São Paulo (31,26%). Já o Distrito Federal registrou pico de pico da doença em março, com 29,54% de casos positivos.

Em outras regiões, os índices para o ano foram de 24,76% (Paraná); 21,65% (Goiás); 23,80% (Pernambuco) e 15,70% (Bahia).

 Janeiro e fevereiro de 2022 – novo aumento de positividade
A Dasa também identificou uma nova alta nos índices de Covid-19 no primeiro bimestre deste ano, logo após o registro do menor índice de casos positivos em dezembro/21. Para os dois primeiros meses de 2022, a média nacional foi de 49,94%, causada principalmente pela circulação da variante ômicron. Em janeiro e fevereiro deste ano os índices nacionais foram de 51,94% e 45,10%, respectivamente.

Pelas regiões, a Dasa registrou as seguintes médias de positividade para Covid-19 em sua rede: São Paulo (42,90%), Rio de Janeiro (43,18%) e Distrito Federal (42,42%). Em outras regiões, a médias do primeiro bimestre deste ano foram de 44,16% (Paraná); 37,15% (Goiás); 48,17% (Pernambuco) e 51,25% (Bahia).

Dados atuais

Levantamento da Dasa divulgado no dia 30 de março aponta estabilidade no percentual de resultados positivos dos exames para SARS-CoV-2 na comparação desta semana (23 a 29 de março) com a anterior (16 a 22 de março). A taxa de positividade nas mais de 900 unidades de diagnóstico da rede ficou em 6,06%.

A estabilidade nos resultados foi observada em todas as regiões, exceto na Região Sudeste, que apresentou uma queda de 3 pontos percentuais na positividade. A Região Sul não apresentou alteração e manteve a positividade em 15,27%, esta semana (23 a 29 de março). No Centro-Oestes a redução foi de 1 ponto percentual no período.

No Distrito Federal, os casos diminuíram 2 pontos percentuais e passaram de 7,06% para 4,75% na comparação de 23 a 29 de março com a semana anterior, de 16 a 22 de março. O Rio de Janeiro apresentou leve alta na positividade e saiu de 5,01% para 5,55% nesta semana (23 a 29 de março).  Na cidade de São Paulo, a positividade se manteve estável na casa dos 5% no período.

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