Monitoramento resolve gargalo de identificação de cio e aumenta taxa de serviço em 40%, na fazenda paranaense Leite Popó

 Tecnologia é incentivo para volta do jovem ao campo, já que ajuda na identificação de problemas e torna o manejo mais eficiente



Há 55 anos dedicada à produção de leite, a Fazenda Leite Popó, situada em Palmas (PR), está na família Polese há três gerações. Hoje, cerca de 240 animais compõem o seu rebanho, entre gado jovem e vacas em lactação, com média de 35 litros vaca/dia. Toda a experiência no trato garantiu a longevidade do negócio, mas a ampliação e a quantidade de atividades que a fazenda requer exigiram uma ajuda extra. Para isso, o sistema de monitoramento SenseHub, da Allflex, marca da MSD Saúde Animal Intelligence foi o escolhido para apoiar a nova geração à frente do negócio.

O zootecnista e sócio-proprietário, Helivelton Polese, conta que o grande gargalo da propriedade era a não identificação do cio. “A partir do momento em que adquirimos a ferramenta de monitoramento, esse problema foi praticamente sanado. Aumentamos a taxa de serviço em média de 30 a 40%, entre 10 e 15% a taxa de concepção e tivemos melhoras significativas na taxa de prenhez e nas doenças relacionadas ao pré e pós-parto, principalmente na identificação de mastite ambiental e outros tipos de mastite”, conta Polese.

Graduado recentemente na cidade de Chapecó (SC), Polese acredita que o monitoramento tem contribuído muito no processo de volta do jovem para o campo. “Nós não temos tanta experiência e no momento de você observar um animal e entender o que está acontecendo com ele, o uso de uma tecnologia como o colar de monitoramento é de extrema importância para auxiliar nesse momento”.

Desafio nutricional



O trabalho do médico-veterinário e nutricionista que atende a Fazenda Leite Popó, Lincoln Medeiros, começou com um desafio nutricional e a busca de melhorias dos resultados zootécnicos. “Em um ano e meio conseguimos um baita resultado, com o apoio do sistema de monitoramento Allflex, uma das ferramentas que indicamos para ajudar na tomada de decisão de algumas ações dentro da fazenda”, explica.

Para Medeiros, o nutricionista tem a fotografia do dia da visita e às vezes não entende o que está acontecendo, pois não tem o histórico dos dias anteriores. “Olhando principalmente os dados da ruminação, observamos como a vaca se comportou com a dieta do mês anterior. Se teve uma troca de fibra, por exemplo, de pré-secado ou feno, conseguimos observar se as vacas estão se comportando bem, se está oscilando o consumo ou não, e aí sim avaliar se estão saudáveis e se é necessário alterar alguma coisa. Não é preciso estar dentro da fazenda para saber o que está acontecendo”, comenta.  

Mas o trabalho é mais amplo, segundo o veterinário. “Observamos o consumo, a ruminação, a atividade, o stress térmico, que é bem importante, e isso dá um norte para o que temos que fazer. Na nutrição, a ingestão de matéria seca é crítica na formulação de uma dieta para realmente para a vaca ter eficiência e mais resultados. O sistema ajuda a controlar se a vaca está consumindo a dieta formulada e se está respondendo de forma adequada”, analisa o nutricionista.  

 Ele acrescenta que para a sanidade, o monitoramento é uma das principais ferramentas que o produtor tem na mão. “É um indicativo muito rápido, que detecta um animal doente até antes de manifestar um sinal clínico e inclusive faz um exame pré-clínico para ver se o animal está com alguma enfermidade ou não. Dessa forma, o sistema acelera demais a tomada de decisão”.

O colaborador da fazenda Thiago dos Santos salienta ainda que antes o trabalho era mais visual. “A gente olhava e calculava que horas a vaca tinha começado o cio para poder inseminar. Com os colares, a gente tem o horário certo, o intervalo para inseminar, tudo bem prático. Além disso, lançar os dados é bem fácil. Não perder cio é fundamental na produção. Perder o cio é prejuízo”, alerta.

Para a coordenadora de território da MSD Saúde Animal Intelligence, Thatiane Kievitsbosch, que atende a Fazenda Leite Popó, a aquisição da ferramenta foi a melhor escolha que a fazenda poderia ter tomado, visto que a tecnologia atendeu todas as necessidades de melhorias que a fazenda buscava, tanto no quesito reprodução, quanto no diagnóstico precoce de doenças e assertividade na nutrição. “Oferecer uma tecnologia que auxilia o trabalho dos técnicos e alavanca os resultados da fazenda é o que nos motiva a continuar buscando por novos clientes diariamente, contribuindo para melhorar os resultados da pecuária”, afirma Thatiane.

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